quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Arvores Frutíferas de Caqui

Arvores Frutíferas de Caqui

Nome da fruta – Caqui
Nome científico – Diospyros kaki L.
Família botânica – Ebenaceae
Categoria
Origem – Ásia
Características do caquizeiro – Árvore geralmente com 12 metros de altura, com copa arredondada e ramificada. Flores de coloração alvo-amarelada.
Fruto do caquizeiro – O caqui é um fruto tipo baga, arredondado, levemente achatado, de coloração alaranjada, amarelo-clara, amarelo-escura a vermelho-alaranjada. O caqui tem polpa viscosa, de coloração vermelho alaranjada, adocicada, envolvendo as sementes.
Frutificação do caquizeiro – Final de verão até o outono
Propagação do caquizeiro – Semente, estaca e enxertia
O caqui é fruta proveniente da Ásia, mais precisamente da China, de onde foi levada para a Índia e para o Japão. Nativo de climas subtropicais, segundo Eurico Teixeira, o caqui cresceu no seu habitat em estado silvestre desde épocas imemoriais. Com o passar do tempo, durante milênios, espalhou-se pelos cinco continentes, sendo hoje cultivado em quase todas as regiões de clima temperado e subtropical do mundo.
O caqui pertence à família botânica das Ebenáceas, cujas espécies que produzem frutos comestíveis pertencem ao gênero Diospyros, que em grego, quer dizer “alimento dos deuses”. Entre eles, o caqui é o fruto de maior importância econômica.
O caquizeiro foi introduzido no Brasil provavelmente ainda no final do século 19, em São Paulo, mas a expansão de seu cultivo só ocorreu a partir de 1920 com as grandes levas de imigrantes japoneses. Estes trouxeram a tradição do consumo e o conhecimento sobre a cultura da planta, além de diversas variedades e cultivares. Aqui, o caqui aclimatou-se muito bem e passou a frutificar ainda melhor do que nos países de origem, tendo se tornado produto de importante exploração comercial.
O caquizeiro perde as folhas completamente no inverno e, mesmo não sendo muito exigente com relação ao frio, sua produção melhora consideravelmente nos anos de inverno mais intenso. A árvore suporta bem o calor, desde que o inverno seja frio e ocorra na época certa. Por isso, ela se dá tão bem em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul e nas regiões serranas de Minas Gerais e do Espírito Santo.
No Sul, Sudeste e em algumas regiões do Brasil Central, mais de 1 milhão de pés de caqui garantem uma safra grande e de boa qualidade para os produtores e amantes da fruta.
Mais da metade da produção nacional é proveniente dos grandes pomares existentes no Estado de São paulo, especialmente nas regiões do Vale do Paraíba, de Campinas, de Sorocaba e da Grande São Paulo, destinando-se, basicamente, ao mercado interno. São cerca de 87 mil toneladas por ano, principalmente dos municípios de Mogi das Cruzes, Ibiúna, Guararema e Morungaba.
No Brasil, são cultivados três grandes tipos ou variedades de caqui: os taninosos ou “sibugaki”, de coloração quase vermelha e que necessitam de tratamento após a colheita para se tornarem comestíveis, pois deixam na boca uma sensação adstringente em virtude do excesso de tanino que possuem; os “amagaki”, que são os caquis doces ou não taninosos, de polpa firme e mais amarelos quando maduros, e podem ser consumidos sem nenhum tratamento; e os variáveis, que apresentam polpa amarela e não possuem sementes e nem tanino, ou têm polpa escura e possuem sementes e tanino.
São muitos os tipos de caqui existentes. Pimentel Gomes afirma que, apenas no Japão, estão catalogados mais de 800 variedades de caqui. Para Eurico Teixeira, “nenhuma fruta varia mais do que o caqui em forma, tamanho, cor, polpa, sabor, cor da polpa, forma das sementes, textura e grossura da casca”.
Passa de caqui
Embora muito pouco conhecidas, existem receitas de sobremesas – Tais como bolos, biscoitos e musses – preparadas com a polpa do caqui. Iguaria muito apreciada pelos descendentes de japoneses que vivem no Brasil, a passa do caqui desidratado – que tem melhor qualidade se produzida com as variedades de caqui de polpa mais firme, quando estes não estão muito maduros nem verdes – é praticamente a única forma de se conservar a fruta na entressafra. Esse processo, assim como o de qualquer fruta passa, tem a grande vantagem de manter as qualidades nutritivas da fruta, sem que lhe sejam adicionados produtos químicos ou nocivos à saúde.
Qualquer que seja a variedade, o fruto do caquizeiro é quase só polpa. De aparência gelatinosa e fria, concentrando boas quantidades de caroteno e vitaminas do complexo B e C, a polpa do caqui é constituída basicamente de mucilagem e pectina, responsáveis por sua aparência. O seu teor de açúcar varia entre 14 e 18% e supera o da maioria das frutas de consumo popular.
Variedades de caqui
Os cultivares de caqui mais explorados comercialmente no Brasil variam de acordo com as regiões em que são produzidos. Em São Paulo prevalecem os tipos Taubaté e Rama Forte (macios ou moles) e Fuyu (crocantes ou duros) e, no Rio Grande do Sul, os caquis Fuyu e Kioto (macios ou moles). O cultivar Fuyu, do grupo dos caquis “amagaki”, é o mais importante no mercado internacional, sendo até mesmo exportado pelo Brasil para a Europa, ainda que em pequena escala.
Fruta elegante e delicada, o caqui é degustado basicamente ao natural, à mesa e com talheres.
Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Nenhum comentário:

Postar um comentário