quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Projeto para reflorestar Vale do Açu receberá R$ 2,8 milhões da Petrobras

A iniciativa também pretende formar uma rede de 40 coletores de sementes

POR AGÊNCIA BRASIL

como_plantar_caju (Foto:  )















O projeto Vale Sustentável, coordenado pelo engenheiro agrônomo Francisco Auricélio
de Oliveira Costa, presidente da Associação Norte-Rio-Grandense de Engenheiros Agrônomos
(Anea), promoverá o reflorestamento do Vale do Açu, no Rio Grande do Norte, que sofre forte
ação de degradação.
Selecionado para apoio pelo Programa Petrobras Socioambiental, o projeto receberá,
em dois anos, R$ 2,8 milhões para recuperação de área superior a 1 milhão de metros
 quadrados de áreas degradadas.
Em entrevista hoje (16/1), Costa destacou que o Vale do Açu sofre degradação ambiental
com a extração de argila, para produção de tijolos e telhas para o parque ceramista,
e lenha para queimar esses produtos. “Este é o dano maior. Isto vem sendo operado
 em escala muito larga no Rio Grande do Norte”, lamentou.
As cerâmicas produzidas abastecem mercados do estado e também de Pernambuco,
da Paraíba e de parte do Ceará, “o que causa degradação muito forte. Este é o cenário”.
Com base nessa constatação, foi idealizado o projeto Vale Sustentável para participar do
 edital socioambiental da Petrobras. A meta é recuperar boa parte das áreas degradadas,
tornando o trabalho referência, “porque ninguém faz isso na região”.
Auricélio Costa informou que cerca de  65 mil mudas de espécies nativas, com cajueiros
, umbuzeiros, juazeiros e cajaranas, são cultivadas para o reflorestamento do Vale do Açu.
 O plantio ocorrerá entre os meses de março e maio deste ano, por moradores de assentamentos
 da reforma agrária, que são áreas de domínio público, chamadas reservas legais.
O presidente da Anea explicou que as comunidades assentadas são induzidas a participar
do projeto, por meio de ações de  educação ambiental, “porque não basta ir a uma área
degradada e plantar as mudas. Se a comunidade não for educada, conscientizada para
 fazer mais, não ajudará o projeto”.  Costa salientou que, como as comunidades precisam
de renda, as pessoas que participarem do plantio serão remuneradas.
“Não é um trabalho voluntário”, disse.
As comunidades envolvidas participam de cursos de conscientização ambiental.
Elas são preparadas para que não desmatem e recuperem áreas degradadas.
"Com isso, conseguiremos manter uma reserva de cerca de 600 mil hectares como patrimônio.”
Além da recuperação de áreas, o projeto pretende formar uma rede de
 40 coletores de sementes, regulamentados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e Recursos Naturais Renováveis  (Ibama). Cursos de capacitação são ministrados sobre
 recursos naturais, tratamento de resíduos sólidos e lixo nas agrovilas.
Segundo Costa, a maior dificuldade foi conseguir sementes para o início do projeto.
 A ideia é formar coletores que fornecerão sementes para o projeto, entidades públicas
 e viveiros privados da região. O projeto prevê  ainda a formação de 40 jovens agentes
 ambientais da rede pública de ensino, na faixa etária de 12 a 18 anos, para monitoramento
das reservas ambientais.
As informações mapeadas do projeto também servirão de subsídio para trabalhos
 desenvolvidos por institutos federais da região. Costa prevê concluir o projeto até o fim deste ano.
Fonte:http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Sustentabilidade/noticia/2015/01/projeto-para-reflorestar-vale-do-acu-recebera-r-28-milhoes-da-petrobras.html

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